Batizado da Marina

Se tem uma coisa que posso afirmar que tenho é sorte.
Atraio “gente boa”, gente com energia contagiante, pessoas que mal vejo e dá uma vontade imensa de abraçar e agradecer por terem me deixado participar de momentos tão importantes na vida delas.
Acredito que quando gostamos muito do que fazemos é assim, a atração é inevitável. Sempre brinco que não sou fotógrafa de pessoas mas sim de momentos, de vida que desabrocha, de parcerias pra vida toda, amor, amizade, cumplicidade. Quem me procura quer isso e aí acontece a mágica: essas pessoas se doam.
Falo de mágica porque é como sinto e é o que vou mostrar pra vocês neste post.
Em um dia normal de estúdio recebo a ligação da Rita, de Fortaleza. Até então era só a Rita, uma cliente me pedindo um orçamento como muitos que passo diariamente.
Como a internet é poderosa a Rita me conheceu através de um grupo lindo que tem aqui em Campinas do qual participo, o Mães Amigas (ainda vão me ouvir falar muito desse grupo).
Começamos a conversar e a conversa fluiu.
Pra mim é assim que acontece. É a mágica que atua e me faz perceber que essa pessoa é especial.
Como percebo isso? Através das palavras.
A Rita falava com um carinho do batizado da Marina, com uma preocupação com cada detalhe… e isso me fez querer muito participar, estar ali de alguma forma registrando todo esse carinho.
Quem me conhece sabe que batizado não é o que mais faço. Mesmo porque cada igreja tem suas regras e em algumas é bem difícil fotografar. Enfim… já vi padre dando “pito” em fotógrafo sem motivo e não foi a situação mais agradável de se ver.
Quando a Rita falou em que igreja seria o Batismo fui logo pesquisar. Era uma igreja linda, a Catedral Anglicana de São Paulo. Não só linda esteticamente mas também em seus conceitos. Me apaixonei pela idéia do novo.
Em todo esse percurso tive um acidente dias antes e… adivinhem? Quebrei a perna. Um bafafá, desespero, pânico, repouso absoluto. Não pude fotografar o batismo.
E aí entra novamente a sorte de ter o marido mais fofo do mundo e… tcharararannnnnnn… Fotógrafo.
Mas eu queria estar lá, essa família já tinha me conquistado. Como fazer?
Planejar tudo. Ver fotos e mais fotos do lugar e ter conversas diárias uma semana antes de como tudo seria feito.
É claro que o Fábio tem o olhar super especial dele mas eu queria um pouco de mim ali, por isso tanta conversa, pra que tudo saísse perfeito. E saiu muito melhor.
Não é a técnica que faz uma foto (embora ela seja essencial). Por melhor que seja a direção, luz e enquadramento não é isso que define uma boa foto. O que define é a qualidade daquele momento, é a doação das pessoas e, neste caso, o amor dessa família que está no olhar e no carinho da Rita e do Thiago com a Marina.
É impossível não sentir a felicidade, não sorrir com as brincadeiras. Ao tratar cada foto e diagramar o álbum eu me senti ali. E reafirmo: Tenho muita sorte de poder estar perto de tanta coisa boa.
Aqui pra vocês um pedacinho desse batizado que une Fortaleza, São Paulo e Campinas mostrando que uma família unida supera qualquer distância.

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Mariana Marques - 30 de março de 2013 - 12:10

Kaká! Que coisa mais linda essas fotos do batizado! Parabéns, vc arrasou!!
E que menina mais fofaaaa, parece uma bonequinha de porcelana! Linda!!

kkpillat - 5 de abril de 2013 - 0:00

Obrigada Mari! A Marina é lindaaaaa! Ultra bem humorada, uma gatinha. Também, com essa família…
Beijos

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