Quanto vale uma lembrança?

Hoje estava revendo fotos antigas. Notei que tenho um período da minha vida cheio de fotos e algumas lacunas. Fotos de bebê só tenho algumas do batismo em um paspatour em papel encorpado com desenho de um laço na frente.

Meu irmão tem um book e uma foto bem grande com suporte para pendurar que foi feito na casa que minha família morava.

Quando eu nasci a casa já era outra e até hoje sinto lá no fundo uma inveja dele porque não tenho o tal álbum com fotos preto e branco naquelas poses clássicas olhando para penteadeira, na cama com as perninhas pra cima, sentado no sofá ou lendo um gibi.

Meu nascimento foi meio conturbado, muito tempo no hospital então meus pais não tinham cabeça pra tirar fotos.

Morávamos em São Paulo. Quando eu tinha 4 anos nos mudamos para o interior e ali tudo era diferente.
Fomos morar perto da família toda. Meus avós ficavam o tempo todo comigo e na casa deles se reunia a primarada.
Bons tempos e tempos de muitas fotos. Fotos de pé no chão, fotos de maria chiquinha, de franjinha, fotos ao lado do Arthur – o robô modernésimo do meu irmão que ele só me deixava chegar perto pra tirar fotos. Tenho fotos da minha primeira bicicleta caloi dourada no quintal vermelhão onde comecei a aprender a andar com ela e uma única foto com meus avós.

Não lembro de quem era a câmera mas seja de quem for agradeço cada vez que olho para as fotos.

Sempre quis aprender a ler e escrever. Meus pais tinham uma loja que vendia material escolar e eu “roubava”as cartilhas da primeira série para mim. A loja era na garagem de casa então eu ficava ali, rabiscando, tentando entender. Do lado da minha casa tinha uma escola infantil da prefeitura e eu chorava pedindo que meus pais me colocassem lá pra brincar (nunca tive problemas pra ir à escola, sabia que se gritasse meus pais escutariam). Foi nessa escola que conheci O PAI DO ANGELO.

O Pai do Angelo era um japonês que tinha uma “lojinha de fotografia” onde todos do bairro compravam filmes, mandavam revelar (coisa que demorava quase um mês) e tiravam fotos 3×4. Esse japonês me acompanhou até meus 15 anos. Era ele que tirava todas as fotos dos eventos do meu bairro.

Tente entender. Distrito de cidade do Interior = Igreja central + Salão comunitário da Igreja + Banca de Jornal + Pequenos comércios + Casas. Ou seja, o que não acontecia na escola acontecia no salão comunitário da igreja e o pai do Angelo sempre estava ali pra registrar.

Foram muitas festas juninas, carnavais, desfiles na escola, teatrinho de final de ano e aquelas coisas de igreja que a tia católica fervorosa me obrigava a participar pra tentar salvar minha alma. Tenho fotos de camisola e ursinho babado (um desfile pra escola com roupas de dormir – éramos modernos, já pensávamos na festa do pijama fashion naqueles tempos), de mamãe Noel (foi a primeira vez que usei uma bota com saltinho, momento inesquecível), foto de bahiana e índia ganhando prêmio de melhor fantasia no carnaval (tá, minha mãe não era a pessoa mais criativa da face da Terra), de caipirinha e, a última, com vestidinho bolo de noiva, cabelo frisado super volumoso e uma almofada prendendo meu cabelo (Vontade de matar a Xuxa que lançou a moda de uns laços com enchimento, eu adorava. Hoje vejo as fotos e quero morrer).

O esquema do pai do Angelo era totalmente personalizado. Ele fotografava todos e algumas semanas depois avisava que as fotos estavam prontas. Como ele avisava? Ia na casa de cada um ou pedia pra alguém ir. E a notícia se espalhava até que a mini lojinha de fotos ficava com fila na porta. Todos queriam ver as fotos pra encomendar. Geralmente eu ia com meu pai pra ver em quais eu aparecia. Aí ele marcava meu nome atrás da foto de lápis, fazia isso com todos que encomendavam a foto (algumas fotos tinham mais de 10 nomes marcados de lápis atrás). Um mês depois ele entregava as fotos e era um dia delicioso. Na maioria das vezes eram menos de 10 fotos mas o cuidado que tínhamos com elas eram os de uma jóia, uma obra de arte. E essas fotos iam pra um álbum de capa dura, com aquelas folhas que colam na foto. Tenho esses álbuns até hoje guardados com todo carinho e quando sinto saudade fico revendo as fotos.

O pai do Angelo e sua pequena lojinha de fotos marcaram minha vida. Sequer lembro o nome dele muito menos o da loja. Mas se fechar os olhos lembro da vitrine de vidro com fotos expostas, vários rostos conhecidos, dos álbuns que ficam lá em cima e que escolhíamos pelo desenho para que ele pegasse, lembro da camera, da gentileza, da simpatia do pai do Angelo ao fazer aquelas fotos posadas, nos pedindo um sorriso ao final do evento.

Não tenho o mesmo estilo dele, procuro retratar as pessoas de forma mais espontânea mas, como ele, espero conseguir contar histórias e, mesmo que não lembrem meu nome sempre terão minhas fotos pra lembrar de um bom momento e eu ficarei feliz por me fazer presente através da minha arte.

Por isso quando alguém me diz: Ai, credo, você cobra caro, eim…. muitas vezes minha vontade é explicar os motivos e finalizar com algo do tipo: Não, eu não cobro caro, talvez o meu trabalho não se adapte ao que precisa neste momento.

Não quero vender fotos, não quero “tirar uma fotinha”. Isso tem nos shoppings, massificadamente. Tem muita gente que compra uma câmera e quer ganhar dinheiro com foto, e só. Essas pessoas cobram baratinho, cobram de acordo com o que oferecem. é um trabalho bom, que gera um produto que pode ser bom pra sua necessidade e só, acaba por aí.

Eu penso diferente. Penso que quantidade não é qualidade. Que não ter pressa vai me fazer ter um trabalho melhor (por isso meus prazos são longos, sou muito chata com o que faço) e, principalmente, que o que vendo não são fotos, fotinhas, fotões. Revelações, cds e álbuns são apenas consequência do que faço.

Vendo bons momentos, sorrisos, brincadeiras. Vendo emoções, sensações, memórias e, principalmente, LEMBRANÇAS.

Quanto vale uma lembrança?

Gosto de ver as crianças crescendo, receber bilhetes dos pais e rever as famílias depois de um tempo só pra saber como estão. E, se me deixarem continuar participando e registrando seus melhores momentos certamente serei feliz por saber que lá na frente irão folhear o álbum e ver que lembranças não tem preço. Eu pagaria muito mais pelas fotos que tenho se soubesse o bem que elas me fazem hoje.

Voltar ao início Entre em contato Envie para um amigo Tweet this Post Receba o blog por e-mail

OZ é logo ali

A Sossô surgiu na minha vida de uma forma diferente.
Comecei a colocar fotos no face timidamente e incialmente tinha poucas pessoas adicionadas. Entre elas família e colegas das escolas nas quais estudei. Um dia vejo uma mensagem da Tathy, uma colega da faculdade. A mensagem era assim: “ka, vou arrastar vc aqui para fazer as fotos da soso…”. Na hora respondi ao melhor estilo Rainha da Sucata: “Me chama que eu vou”
E assim tudo começou…
Começamos a conversar e fomos sonhando com a sessão perfeita. A Tathy teve mil idéias, fomos imaginando juntas, combinando os detalhes até que agendamos a data e ela, que é de São Paulo, veio pra cá em uma manhã linda de domingo.
A sessão atrasou, a Tathy se perdeu no meio do caminho e eu ali, ansiosa, até que elas chegaram.
Chegaram todas… todas as mulheres de uma família lindíssima. Vieram a Bisa, veio a vó, veio a Tathy e a Sossô . Uma família de mulheres fortes, unidas de um jeito que não dá pra explicar.
Sophia é de uma opinião espantosa, sabe exatamente o que quer e como quer. Ela realmente curtiu a sessão do começo ao fim e quando cansou, cansou, ponto final. Ela é uma menina moleca, adora brincar, faz piada com tudo e além de se divertir acabou nos fazendo das boas risadas.
Nos preparando pra sessão vi que a Tathy tinha trazido várias coisas lindas, tudo feito à mão com aquele capricho que só mãe tem. Ela pensou em cada detalhe para que a sessão fosse um sonho. Foi feito por ela o sapatinho (como no filme), o vestido, os quadrinhos,… É dela essa dedicação que nos fez ter um dia especial e, por alguns momentos, nós todas vivemos no mundo de OZ.



Voltar ao início Entre em contato Envie para um amigo Tweet this Post Receba o blog por e-mail
Tathy Carvalho - 30 de janeiro de 2013 - 19:01

Ai Kaká, chorei agora! Amiga, entrei no seu site para pegar seu fone e te ligar para fazermos uma parceria e dei de cara com uma dedicação linda, com as fotos da minha filhota!!! Realmente foi um dia especial!

A Sophia é assim mesmo, mega decidida! E linda!

Amiga, seu trabalho é maravilhoso, sua calma, sua leveza em rolar pelo chão..rsrsrs… O resultado de talento, de paixão, de cor+ação= amor!

Beijos!

Juju

Tem gente que conhecemos e parece que são amigos de outros tempos.
Não existe uma explicação para isso, simplesmente é, acontece.
Conheci a Bianca através da internet.
Sempre fico olhando de tudo na internet pra indicar para os meus clientes.Estava em busca de quem fizesse festas mais personalizadas por aqui quando encontrei o blog da Biancheria. Resolvi enviar um e-mail achando que sequer seria respondido. E assim começou.
Quem me conhece sabe que escrevo muito mais do que falo e fomos “conversando” por e-mail e facebook. Com toda essa conversa notei que éramos muito parecidas, sempre buscando a valorização do nosso trabalho. Eu, que não falo muito me senti tão à vontade que o tempo passou sem que eu visse e fomos pensando em uma parceria. Foi assim que nos conhecemos, nos encontramos e é aí que o Juju entra na história.
Pra firmarmos nossa parceria combinamos que faríamos um mostruário com a primeira festa com decoração da Biancheria que eu fotografasse. Foi assim que fui chamada pra fotografar o aniversário do Juliano, o sobrinho da Bibi.
Antes do aniversário a Giovanna, mãe do Juju, pensou em fazer uma sessão para usar as fotos na decoração da mesa e fomos combinando por e-mail. Como o tema da festa seria fazendinha pensamos em fazer um Smash the Cake ao ar livre mas o Juju não comia doce, então… como fazer?  Bom… fazenda… ar livre… FRUTAS, é claro. A fruta escolhida foi melancia e ele adorou.
E a locação? Imediatamente as meninas pensaram na casa da tia Beth, que abriu as portas pra nós.
O lugar é lindo, uma casa arejada, com uma área verde linda e muita luz por todos os lados mas, acima de tudo, uma verdadeira CASA DE FAMÍLIA, com aquele clima gostoso de café da tarde e gente papeando, um ambiente delicioso.
E a sessão foi totalmente família mesmo. O papai Carlos ficou ali o tempo todo, super presente, brincando com o Juju. Ele e a Giovanna não queriam nem aparecer, só consegui algumas fotos no final, porque o dia era do Juju, ele era a estrela ali.
E eu? Bom, eu fiquei ali, só registrando todo esse amor dos pais pelo primeiro filho. Toda o cuidado e orgulho a cada gesto, cada descoberta.
Neste dia essa família se tornou especial pra mim, depois, quando tive a chance de conhecer outra parte dela fiquei ainda mais feliz… mas isso é história pra outro dia…

Voltar ao início Entre em contato Envie para um amigo Tweet this Post Receba o blog por e-mail
Iria - 14 de janeiro de 2013 - 16:23

Parabéns pelo lindo trabalho! Eu tenho a felicidade em compartilhar com a Bianca o cargo de titia do Juju (eu sou a irmã do pai babão..rs) e fico mais orgulhosa a cada dia! Abraços!

kkpillat - 27 de janeiro de 2013 - 0:34

Obrigada Iria! Juju está bem de titias, é carinho pra dar e vender… Beijos!

O sentido do Natal

Este ano fizemos no estúdio muitas sessões de Natal.
Os bebês se encantaram com o colorido das bolinhas, com o pompom do gorro natalino e, mesmo sem entender bem o significado do Natal, sentiram esse clima tão gostoso da época.
Os maiores já entendiam o significado, falaram sobre o presépio, sobre os presentes… esses escolheram suas roupas, o gorro mais bonito e conseguiram sentir que esta sessão não era só mais uma, afinal, é Natal, uma das datas mais gostosas do ano.
Religião, tradições e presentes à parte acredito que cumpri bem meu papel este ano.
Reuni famílias que vieram aqui trazer seus filhos dando de presente à eles seu bem mais precioso: um tempo de qualidade com as crianças.
Infelizmente não consegui atender todos (tivemos que desmarcar algumas sessões por causa de um acidente doméstico que me impossibilitou de fotografar por um tempo) mas as sessões que tivemos foram maravilhosas,cheias desse estpírito natalino que, pra mim, nada mais é que o espírito de união, de família.
Obrigada a todos meus clientes e amigos que, com sua presença, me ajudaram a sentir toda a magia dessa época a cada sorriso dado e brincadeira feita.

Um FELIZ NATAL à todos. E, como não poderia deixar de ser, um pouco da minha alegria pra vocês em forma de imagens…

Voltar ao início Entre em contato Envie para um amigo Tweet this Post Receba o blog por e-mail

Então… é Natal

E como o tempo passa rápido demais já estamos em clima de Natal.
Um Natal cheio de cores, de alegria, com clima gostoso de família unida… tem coisa melhor?
Particularmente amo o Natal!
E justamente por isso estou aqui convidando vocês a aproveitarem este momento.
Tragam seus filhos ao estúdio, reunam a família para fotos em casa (ou em um parque, ou no condomínio). Vamos fotografar a arrumação da árvore, os biscoitos Natalinos sendo feitos, as luzes sendo penduradas e, principalmente, essa alegria que o clima natalino propicia.
Vamos fazer cartões com as fotos e espalhá-las na decoração da casa toda. Vamos enviá-las para os parentes distantes e compartilhar com eles cada sorriso. Nada como um presente personalizado pra deixar qualquer um de queixo caído.

Quer fazer uma sessão na sua casa? Vou adorar registrar momentos gostosos de vocês.

Prefere uma sessão no estúdio? Estamos com horários super especiais aos finais de semana para quem trabalha.

Está aberta a Temporada de Natal

“Enjoy the moment”

Voltar ao início Entre em contato Envie para um amigo Tweet this Post Receba o blog por e-mail