A Festa da Bia

Conheci a família da Bia só por e-mail. Coisas da tecnologia… Mas logo de início, pelas primeiras conversas parecia que eu conhecia a Juliana. Tanto que até o dia da festa não existiam mais Juliana e Beatriz, eram Ju e Bia.
Muita intimidade? Talvez. Mas pelo menos aqui, no meu espacinho, gosto de me sentir assim. As coisas funcionam tão melhor….
A energia dessa família é tão linda que simplesmente não consegui escolher a quantidade de fotos que tínhamos combinado. Deletar fotos? Não, foi impossível.
Me diverti com cada sorriso. E aquele bico fofo de manha? Ah, me derreti!
Família pra mim é isso…
É mãe que participa, que acolhe. Mãe animadora de torcida, alegre, que encoraja e torce, vibra pela filha e a faz segura.
É pai que abraça, afaga, beija…. e, gente, que pai beijoqueiro esse… linda a relação dos dois.
Eu falei dois????? Não, três. Porque só por esses momentos deu pra perceber que esses 3 juntos são um só. Uma família carinhosa onde um completa o outro.
E como eu percebi?
É só olhar pra Bia. Vejam o carinho que ela tem com todos os amiguinhos. E cada sorriso gostoso que de olhar dá pra sentir, pra escutar o barulho de gente feliz.
A Bia é o reflexo do que ela recebe. Uma garotinha linda que esbanja luz por todos os cantos.
Voltar ao início Entre em contato Envie para um amigo Tweet this Post Receba o blog por e-mail

Valentina – A Festa

Coincidências existem?
Posso provar que sim.
Quando a Marilyn me indicou pra Giovana não podíamos imaginar que éramos praticamente vizinhas. Ela veio a pé até o estúdio pra ver os álbuns e fecharmos o contrato.
E conversando descobrimos que eu fotografo o sobrinho dela desde que ele ainda morava dentro da barriga. Todos os anos participo dos aniversários dele, já tem 4 anos.
Não podia ser mais perfeito!
A Giovana é uma delícia de pessoa, a Valentina então, nem se fala. Toda delicada, uma verdadeira princesa.
Os pais participaram demais da festa, deixando-a brincar o tempo todo mas sempre ali, juntos, participando de tudo.
E o dia estava lindo!!!!!! Um sol delicioso na chácara da família, muitas crianças, um cantinho de brincar super gostoso e, principalmente, muito amor e felicidade pela comemoração do primeiro ano de uma princesinha.
Voltar ao início Entre em contato Envie para um amigo Tweet this Post Receba o blog por e-mail

A Festa de uma Princesa

Essa festa não foi só uma festa, foi um grande evento. Por ser tão grande tive que dividir em duas partes então vou mostrar primeiro a decoração pra depois mostrar a festa em si.
O gostoso é que participei um pouco do planejamento dela, fui vendo as coisas serem feitas então isso gerou uma baita expectativa para o dia.
Como fiquei sabendo de tudo antes? Isso também tem história, dessas gostosas de viver e de contar.
Como sabem, fotografo para o Cinematerna aqui em Campinas e lá conheci a Marilyn, voluntária que estava ajudando as mamães que iam às sessões com seus bebês.
Pense em uma pessoa que você acaba de conhecer e imediatamente ela dá um “up” no seu humor…
Foi bem assim. Papeamos bastante nos cafés após a sessão de cinema e nisso descobri que o trabalho dela tinha tudo a ver com o meu.
Foi assim que conheci a Marilyn, da Aromática – Oficina de Artes que além de ser uma pessoa deliciosa de conviver é uma “fazedora de fofurices extremas” super profissional.
Foi ela que fez toda a decoração linda da festa da Valentina.
Antes da festa fizemos o Smash the Cake da Valentina aqui no estúdio. Foi delicioso, ela aproveitou muito, se lambuzou toda. A idéia dessa sessão era ter fotos bem bonitas para o livro de assinatura.
Para um dia de princesa muitos lacinhos, cores lindas, tudo preparado para receber a família.
A decoração estava perfeita, cada detalhe super pensado. Como o tema foi Cinderela nem as abóboras foram esquecidas.
Ah, e a decoração além de estar linda quase fez uma fotógrafa infartar com tantas surpresas. O painel/banner de fundo da mesa tinha as fotos do Smash the Cake e as fotos estavam espalhadas por todos os cantos com uma moldura nas cores da festa, coladas pelo ambiente e no livro de assinaturas. Confesso que é uma delícia ter esse tipo de surpresa.
Agora é a hora de ver um pouco do que foi essa festa com cores delicadas como a dona dela.
Voltar ao início Entre em contato Envie para um amigo Tweet this Post Receba o blog por e-mail
Katia ENandocasal Viajandao - 15 de dezembro de 2015 - 15:54

Linda festa foi alugada ?
Gostaria de saber como vc fez quero fazer p minha netinha Valentina que vai fazer 1 ano

Batizado da Marina

Se tem uma coisa que posso afirmar que tenho é sorte.
Atraio “gente boa”, gente com energia contagiante, pessoas que mal vejo e dá uma vontade imensa de abraçar e agradecer por terem me deixado participar de momentos tão importantes na vida delas.
Acredito que quando gostamos muito do que fazemos é assim, a atração é inevitável. Sempre brinco que não sou fotógrafa de pessoas mas sim de momentos, de vida que desabrocha, de parcerias pra vida toda, amor, amizade, cumplicidade. Quem me procura quer isso e aí acontece a mágica: essas pessoas se doam.
Falo de mágica porque é como sinto e é o que vou mostrar pra vocês neste post.
Em um dia normal de estúdio recebo a ligação da Rita, de Fortaleza. Até então era só a Rita, uma cliente me pedindo um orçamento como muitos que passo diariamente.
Como a internet é poderosa a Rita me conheceu através de um grupo lindo que tem aqui em Campinas do qual participo, o Mães Amigas (ainda vão me ouvir falar muito desse grupo).
Começamos a conversar e a conversa fluiu.
Pra mim é assim que acontece. É a mágica que atua e me faz perceber que essa pessoa é especial.
Como percebo isso? Através das palavras.
A Rita falava com um carinho do batizado da Marina, com uma preocupação com cada detalhe… e isso me fez querer muito participar, estar ali de alguma forma registrando todo esse carinho.
Quem me conhece sabe que batizado não é o que mais faço. Mesmo porque cada igreja tem suas regras e em algumas é bem difícil fotografar. Enfim… já vi padre dando “pito” em fotógrafo sem motivo e não foi a situação mais agradável de se ver.
Quando a Rita falou em que igreja seria o Batismo fui logo pesquisar. Era uma igreja linda, a Catedral Anglicana de São Paulo. Não só linda esteticamente mas também em seus conceitos. Me apaixonei pela idéia do novo.
Em todo esse percurso tive um acidente dias antes e… adivinhem? Quebrei a perna. Um bafafá, desespero, pânico, repouso absoluto. Não pude fotografar o batismo.
E aí entra novamente a sorte de ter o marido mais fofo do mundo e… tcharararannnnnnn… Fotógrafo.
Mas eu queria estar lá, essa família já tinha me conquistado. Como fazer?
Planejar tudo. Ver fotos e mais fotos do lugar e ter conversas diárias uma semana antes de como tudo seria feito.
É claro que o Fábio tem o olhar super especial dele mas eu queria um pouco de mim ali, por isso tanta conversa, pra que tudo saísse perfeito. E saiu muito melhor.
Não é a técnica que faz uma foto (embora ela seja essencial). Por melhor que seja a direção, luz e enquadramento não é isso que define uma boa foto. O que define é a qualidade daquele momento, é a doação das pessoas e, neste caso, o amor dessa família que está no olhar e no carinho da Rita e do Thiago com a Marina.
É impossível não sentir a felicidade, não sorrir com as brincadeiras. Ao tratar cada foto e diagramar o álbum eu me senti ali. E reafirmo: Tenho muita sorte de poder estar perto de tanta coisa boa.
Aqui pra vocês um pedacinho desse batizado que une Fortaleza, São Paulo e Campinas mostrando que uma família unida supera qualquer distância.

Voltar ao início Entre em contato Envie para um amigo Tweet this Post Receba o blog por e-mail
Mariana Marques - 30 de março de 2013 - 12:10

Kaká! Que coisa mais linda essas fotos do batizado! Parabéns, vc arrasou!!
E que menina mais fofaaaa, parece uma bonequinha de porcelana! Linda!!

kkpillat - 5 de abril de 2013 - 0:00

Obrigada Mari! A Marina é lindaaaaa! Ultra bem humorada, uma gatinha. Também, com essa família…
Beijos

Quanto vale uma lembrança?

Hoje estava revendo fotos antigas. Notei que tenho um período da minha vida cheio de fotos e algumas lacunas. Fotos de bebê só tenho algumas do batismo em um paspatour em papel encorpado com desenho de um laço na frente.

Meu irmão tem um book e uma foto bem grande com suporte para pendurar que foi feito na casa que minha família morava.

Quando eu nasci a casa já era outra e até hoje sinto lá no fundo uma inveja dele porque não tenho o tal álbum com fotos preto e branco naquelas poses clássicas olhando para penteadeira, na cama com as perninhas pra cima, sentado no sofá ou lendo um gibi.

Meu nascimento foi meio conturbado, muito tempo no hospital então meus pais não tinham cabeça pra tirar fotos.

Morávamos em São Paulo. Quando eu tinha 4 anos nos mudamos para o interior e ali tudo era diferente.
Fomos morar perto da família toda. Meus avós ficavam o tempo todo comigo e na casa deles se reunia a primarada.
Bons tempos e tempos de muitas fotos. Fotos de pé no chão, fotos de maria chiquinha, de franjinha, fotos ao lado do Arthur – o robô modernésimo do meu irmão que ele só me deixava chegar perto pra tirar fotos. Tenho fotos da minha primeira bicicleta caloi dourada no quintal vermelhão onde comecei a aprender a andar com ela e uma única foto com meus avós.

Não lembro de quem era a câmera mas seja de quem for agradeço cada vez que olho para as fotos.

Sempre quis aprender a ler e escrever. Meus pais tinham uma loja que vendia material escolar e eu “roubava”as cartilhas da primeira série para mim. A loja era na garagem de casa então eu ficava ali, rabiscando, tentando entender. Do lado da minha casa tinha uma escola infantil da prefeitura e eu chorava pedindo que meus pais me colocassem lá pra brincar (nunca tive problemas pra ir à escola, sabia que se gritasse meus pais escutariam). Foi nessa escola que conheci O PAI DO ANGELO.

O Pai do Angelo era um japonês que tinha uma “lojinha de fotografia” onde todos do bairro compravam filmes, mandavam revelar (coisa que demorava quase um mês) e tiravam fotos 3×4. Esse japonês me acompanhou até meus 15 anos. Era ele que tirava todas as fotos dos eventos do meu bairro.

Tente entender. Distrito de cidade do Interior = Igreja central + Salão comunitário da Igreja + Banca de Jornal + Pequenos comércios + Casas. Ou seja, o que não acontecia na escola acontecia no salão comunitário da igreja e o pai do Angelo sempre estava ali pra registrar.

Foram muitas festas juninas, carnavais, desfiles na escola, teatrinho de final de ano e aquelas coisas de igreja que a tia católica fervorosa me obrigava a participar pra tentar salvar minha alma. Tenho fotos de camisola e ursinho babado (um desfile pra escola com roupas de dormir – éramos modernos, já pensávamos na festa do pijama fashion naqueles tempos), de mamãe Noel (foi a primeira vez que usei uma bota com saltinho, momento inesquecível), foto de bahiana e índia ganhando prêmio de melhor fantasia no carnaval (tá, minha mãe não era a pessoa mais criativa da face da Terra), de caipirinha e, a última, com vestidinho bolo de noiva, cabelo frisado super volumoso e uma almofada prendendo meu cabelo (Vontade de matar a Xuxa que lançou a moda de uns laços com enchimento, eu adorava. Hoje vejo as fotos e quero morrer).

O esquema do pai do Angelo era totalmente personalizado. Ele fotografava todos e algumas semanas depois avisava que as fotos estavam prontas. Como ele avisava? Ia na casa de cada um ou pedia pra alguém ir. E a notícia se espalhava até que a mini lojinha de fotos ficava com fila na porta. Todos queriam ver as fotos pra encomendar. Geralmente eu ia com meu pai pra ver em quais eu aparecia. Aí ele marcava meu nome atrás da foto de lápis, fazia isso com todos que encomendavam a foto (algumas fotos tinham mais de 10 nomes marcados de lápis atrás). Um mês depois ele entregava as fotos e era um dia delicioso. Na maioria das vezes eram menos de 10 fotos mas o cuidado que tínhamos com elas eram os de uma jóia, uma obra de arte. E essas fotos iam pra um álbum de capa dura, com aquelas folhas que colam na foto. Tenho esses álbuns até hoje guardados com todo carinho e quando sinto saudade fico revendo as fotos.

O pai do Angelo e sua pequena lojinha de fotos marcaram minha vida. Sequer lembro o nome dele muito menos o da loja. Mas se fechar os olhos lembro da vitrine de vidro com fotos expostas, vários rostos conhecidos, dos álbuns que ficam lá em cima e que escolhíamos pelo desenho para que ele pegasse, lembro da camera, da gentileza, da simpatia do pai do Angelo ao fazer aquelas fotos posadas, nos pedindo um sorriso ao final do evento.

Não tenho o mesmo estilo dele, procuro retratar as pessoas de forma mais espontânea mas, como ele, espero conseguir contar histórias e, mesmo que não lembrem meu nome sempre terão minhas fotos pra lembrar de um bom momento e eu ficarei feliz por me fazer presente através da minha arte.

Por isso quando alguém me diz: Ai, credo, você cobra caro, eim…. muitas vezes minha vontade é explicar os motivos e finalizar com algo do tipo: Não, eu não cobro caro, talvez o meu trabalho não se adapte ao que precisa neste momento.

Não quero vender fotos, não quero “tirar uma fotinha”. Isso tem nos shoppings, massificadamente. Tem muita gente que compra uma câmera e quer ganhar dinheiro com foto, e só. Essas pessoas cobram baratinho, cobram de acordo com o que oferecem. é um trabalho bom, que gera um produto que pode ser bom pra sua necessidade e só, acaba por aí.

Eu penso diferente. Penso que quantidade não é qualidade. Que não ter pressa vai me fazer ter um trabalho melhor (por isso meus prazos são longos, sou muito chata com o que faço) e, principalmente, que o que vendo não são fotos, fotinhas, fotões. Revelações, cds e álbuns são apenas consequência do que faço.

Vendo bons momentos, sorrisos, brincadeiras. Vendo emoções, sensações, memórias e, principalmente, LEMBRANÇAS.

Quanto vale uma lembrança?

Gosto de ver as crianças crescendo, receber bilhetes dos pais e rever as famílias depois de um tempo só pra saber como estão. E, se me deixarem continuar participando e registrando seus melhores momentos certamente serei feliz por saber que lá na frente irão folhear o álbum e ver que lembranças não tem preço. Eu pagaria muito mais pelas fotos que tenho se soubesse o bem que elas me fazem hoje.

Voltar ao início Entre em contato Envie para um amigo Tweet this Post Receba o blog por e-mail