Irmãs sim, gêmeas não

Esperei que a Luiza e a Livia viessem aqui durante muito tempo.
Elas são filhas da Carol e do Rafael, nossos super parceiros, proprietários do Abracadabra, em Vinhedo.
Quem faz a festa no Abracadabra já conhece essas duas peças raras e deve ter se divertido muito com eles porque além de profissionais eles acabam se tornando amigos.
Sempre fotografamos os clientes do buffet mas a família mesmo nunca tinha tempo de vir.
E depois de anos esperando vi que a espera valeu à pena.
A Carol viu a loucura que é o estúdio e as meninas… o que falar dessas duas?
Eu só não queria que tivesse sido tão rápido, na verdade, não queria que fossem embora.
A Luiza chegou toda tímida e foi uma super modelo! Era só clicar e ela fazia as poses, parecia fazer isso todos os dias, linda demais! O pai que se prepare porque vai dar um trabalhoooo… rs
A Livinha já chegou toda moleca com aquelas molinhas lindas no cabelo. E pula, e brinca, e faz a bailarina maluca… ai, que vontade de apertar!!!!!!!
A sessão voouuuu e foi tão gostosa que eu ficaria horas fotografando as meninas.
E a parte mais engraçada foi no final.
A sessão toda correu super bem uma vendo a outra ser fotografada, só diversão.
Isso até a hora que as duas seriam fotografadas juntas com a mesma roupa. Aí a sessão acabou! As garotas são cheias de atitude e completamente diferentes. As últimas fotos foram feitas rapidamente, elas não estavam confortáveis.
Foi trocar de roupa e tudo voltou ao normal. Luiza linda e delicada, Lívia saltitando escada abaixo.
Irmãs sim, mas com personalidade! São únicas!
Também, com esses pais… não dava pra esperar outra coisa.
Já estou com saudade!

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Rafael Rios da Silva - 8 de setembro de 2015 - 13:20

Grande Kaká! Obrigado pela carinho e o cuidado de sempre. As fotos ficaram sensacionais, adorei todas. Valeu mesmo!

Alcione Badejo Carvalho - 9 de setembro de 2015 - 2:05

Aí Rafael, até que você sabe fazer filhas, hein! rsrsrsr Lindinhas! Belas fotos! A menor tem uma carinha de sapeca mesmo!

Camilinha – 1 mês

Pense em uma família de comercial de margarina… 

Pensou? Agora pode apagar isso da sua mente. Vai, apaga, passa a borracha, deixa o quadro branquinho (ou, se for mais velho, como eu, no quadro verdinho que chamavam de negro).
Agora desenhe aí uma família real. Mas tem que ser uma família linda, eim.
Vou dar mais dicas pra ir desenhando.
Essa família tem um pai que ama o filho de um jeito que os dois parecem irmãos.
Tem uma mãe linda e moleca, super companheira.
Eles gostam de aventuras e vivem junto o sonho do filhote que mesmo com a pouca idade já sabe o que quer.
Mas… assim, sem pressão, com muito apoio.
Está imaginando?
E pra completar essa família gostosa de se conviver chegou a Camilinha. Toda linda, cabeluda que só ela, com bochechinhas rosadas, olhar e sorriso de deixar qualquer um babando encantado com seu jeitinho.
Esse acompanhamento tem sido um presente. A cada mesversário tenho uma surpresa deliciosa. Um sorriso, uma piscadinha… tudo é novidade.
Poder ver uma criança e uma família crescendo diariamente é maravilhoso e cheio de surpresas boas.
Aos poucos Camilinha irá descobrindo a vida, evoluindo, aprendendo… e nos ensinando

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Sobre a dor e a delícia de ser quem se é

Hoje eu tinha que escrever porque escrevo como uma forma de desabafo mas também pra expor o que penso, os motivos pelos quais penso assim.
Acordei cantando a música de Caetano  “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é…”.
Acordei assim porque fui dormir pensativa ontem, pensando sobre o que faço, sobre a importância disso na vida das pessoas e em como um só dia na minha vida pode ser recheado das mais diferentes emoções.
Ontem fui do melhor lado da minha profissão ao pior em segundos.
Fiz uma sessão linda. Não só a beleza das fotos, mas das pessoas. Aquele tipo de beleza que não se compra.
Fui super bem recebida naquela casa por toda a família.
Nada de comercial de margarina não, uma família real, maravilhosa, com o filho adolescente brincalhão e mega carinhoso, com um pai show que tem um brilho lindo nos olhos ao falar do filho com aquele orgulho que só os bons pais tem e a mãe, bom… essa é difícil descrever, precisariam ver pra entender. Pra fechar isso uma bebê linda que começou a sorrir agora e quando sorri faz acreditarmos no mundo.
Saí desse lar no fim da tarde com um pôr do sol maravilhoso se apresentando em um espetáculo no céu.
…. e neste momento imaginem passarinhos, árco-íris, unicórnios…. sim, assim eu estava me sentindo.
Cheguei em casa, baixei as fotos e amei cada uma delas não por estarem tecnicamente perfeitas mas porque essas fotos me farão lembrar o momento em que essa família abriu a casa pra mim e me deixou participar de seus melhores momentos, isso  é mágico, é o que me faz acordar todos os dias e saber que vale a pena.
Essa é a parte delícia (a música, lembram?)
Mas, infelizmente, tem a parte dor. Ah, a dor… é rara mas tem dias que corrói e que você tenta não se envenenar com ela.
A dor pra mim é ter o trabalho desvalorizado por alguém.
Ontem meu dia maravilhoso não fechou bem, tive uma situação indigesta no fim do dia e tento entendê-la até agora.
O caso: uma possível cliente liga para o estúdio no dia anterior pedindo que eu entrasse em contato. Eu não estava, me passaram o recado. Já havia enviado um orçamento pra ela mais de 2 meses antes e ela já tinha vindo ao estúdio ver meu trabalho, ficou de responder e sumiu.
Entrei em contato via e-mail perguntando em que poderia ajudá-la, ela pediu um novo orçamento para o mesmo evento que já havia pedido e que seria no dia seguinte (entendam… ela poderia ter fechado dois meses  antes mas entrou em contato um dia antes do evento). Ok, eu estava com o domingo livre, poderia fazer.
Ela não respondeu o e-mail rapidamente, achei que tivesse desistido, fui pra minha sessão (a que descrevi acima) e tive um dia lindo. Voltei saltitante pra casa, muito agradecida pelo dia quando, quase meia noite, me chega uma mensagem via whatsup.
A conversa foi mais ou menos assim:
Boa noite Kaká! Podemos fechar a seleção 2 pelo valor da seleção 1? O horário é amanhã as 12h mas pode chegar meia hora antes, o endereço é XXXXX.
Eu li e juro que não entendi. Tenho 4 seleções com álbuns e a 1 e a 2 são bem diferentes em quantidades de fotos e valores… a 1 tem 70 fotos, a 2 tem 110. Já vi pedirem desconto mas assim era um pouco demais…
Respondi: XX, não tenho como fazer 110 fotos pelo valor de 70.
E aí comecei a imaginar o que as pessoas pensam pra fazer uma proposta dessas… pra mim é uma desvalorização absurda do meu trabalho.
Fui dormir atordoada mas encerrei assim o assunto, dizendo que não poderia fazer por menos do que me propus.
Neste caso a pessoa não queria meu trabalho, ela queria um fotógrafo barato e pensou : Ah, Fulana está sem trabalho nesse dia então ela fará da forma que quero.
Mas no meio do caminho ela me encontrou…
Acordei com mensagem dela dizendo que fecharia a seleção 1, isso 6:30 da manhã. E aí me veio a grande questão (vejam o diabinho e o anjinho na minha cabeça). Dinheiro ou dignidade?
Respondi educadamente, encerrei a conversa e neguei o trabalho. É claro que preciso muito trabalhar mas ainda tenho ética de trabalhar para quem realmente quer meu trabalho.
Como resultado uma criança linda ficou sem fotógrafo pra sua festa, ela não terá a lembrança, que certamente merece, deste momento

Na minha cabeça durante a noite ficaram rolando mil questões e diálogos imaginários. Algo do tipo:

Moça, me desculpe mas está com o contato errado, não sou do Groupon nem do Peixe Urbano, isso aqui não é um clube de descontos.
ou
O Leilão de hoje acabou, senhora, e eu nem participava dele…
ou ainda
A Senhora aceitaria ganhar 30% a menos do seu salário fazendo o mesmo trabalho?

É claro que não disse nada disso mas nada me impede de pensar com humor nessas opções.
Acho negociar super válido, divido meus valores em até 10 vezes pra quem realmente quer o trabalho mas, por favor, me valorize.
Fotografar é um estilo, é uma forma de ver o mundo.
Cada um sabe o valor do que faz, eu sei o meu valor.
Trago comigo não só uma formação como fotógrafa (sim, eu posso dizer que sou profissional, sou habilitada, formada, com orgulho), muitos workshops, muito estudo de técnicas mas, muito mais que tudo isso, trago meu coração que fica ali, aberto, a cada evento que faço. E o valor aos meus sentimentos só eu posso dar.

Quanto a dor e a delícia, pra minha sorte tenho infinitamente mais delícia e é ela que me faz passar pela dor com muita paciência.

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Santa Caipirice

Santa Caipirice 2015 Campinas

Você passou dias procurando pelo vestido mais lindo pra deixar sua pequena perfeita pra festa.
Incrementou com rendinhas, laçarotes, pra torná-lo só dela, algo único.
Fez a maquiagem perfeita (aquela nem tão forte nem tão fraca, afinal, em dia de festa pode um pouquinho mais) e quis apertar as bochechas com aquelas pintinhas. 
A camisa xadrez levou um lencinho no bolso, a calça com a barra dobrada pra fora teve seus remendos feitos com os tecidos mais coloridos e o chapéu de palha foi escolhido a dedo mesmo sabendo que ele não pararia na cabeça do maluquinho por mais que segundos. 
Ah, que caipirinhas lindos…
E tudo isso pra um só dia! Uma dança, brincadeiras… e fotos em movimento.
Sei bem como é… fotos lindas que marcam esse dia e que ficarão guardadas com todo carinho.
Mas você jura que não ficou com um gostinho de quero mais? 
Essa é uma sessão pra vocês, pais de um caipirinha “chique no úrtimo estágio”. 
A sessão é rapidinha e é tão divertida que parecerá ainda mais rápida.
E você viu o precinho? Coisa de “cumadí”, vai? 
Desta vez você só não faz se não quiser.
Vem se divertir comigo, vem…
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Mãe de Jujuba

Ontem foi Dia das Mães!
Fiquei me coçando pra resistir a postar uma mensagem comercial, melosa, dessas de mãe de comercial de margarina.
Eu poderia ter feito isso, ganharia mil likes no facebook, inflaria meu ego… enfim, dormiria feliz.
Será?
Eu gosto de mães reais!
Mãe tem olheira porque muitas vezes passa as noites acordada. Mãe de verdade não está sempre com o cabelo escovadinho, com a roupa limpinha.
Nas fotos pode até parecer que sim porque, sem modéstia, fotografo mães lindas.
Mas o que acho mais bonito nelas é o sorriso, o abraço apertado e os olhos, ah, os olhos que brilham, esses sempre me deixam boba.
Por isso esperei até hoje pra homenagear as mães.
Porque como ontem, hoje é dia das mães, e cada dia do ano também é.
Mãe não tira férias, a maternidade é pra vida toda.

Pra homenagear as mães vou colocar aqui fotos da mãe de uma Jujuba. 

Não, o nome da criança não é Jujuba, a Cris é maluquinha mas não tanto. Ela é mãe da Luiza, que tem pouco mais de um mês hoje (e quem acompanha meu facebook já a viu na sessão newborn).
A Luiza é Jujuba pra mim, uma Jujubinha Saltitante, porque desde que a Cris me contou que estava grávida esse pontinho de gente já provocou um rebuliço na vida dela.
Foram muitos enjôos, muita mudança. E aí eu disse pra Cris que a Lu era uma Jujubinha Colorida Docinha Saltitando desde a barriga.
A Cris é uma super amiga, minha amiga de faculdade que entrou na minha vida como um arco—íris e me trouxe alegria com seu jeito baladeiro / fashion de ser.
É aquela menina que me fazia rir entre uma aula e outra virou uma mulher super responsável (e pensar que a certinha era eu), linda e segura.
Hoje ela é uma mãe, super mãe, de uma criaturinha feita de algodão-doce, com o narizinho arrebitado e cheia de personalidade.
Essas fotos tem uma luz que não consigo explicar.
Não é só a luz do sol de uma manhã perfeita, é uma luz que vem dos dois.
De nada me valeria a técnica sem emoção.

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cristiane - 12 de maio de 2015 - 4:25

Chorei com as palavras! Seu carinho por nós é ímpar! Obrigada do fundo do coração! Bjo bjo