Sentir antes de olhar

Um dia, no CineMaterna, a Si Martins me contou sobre um projeto e perguntou se eu participaria caso desse certo.
Ela falou por cima, rapidinho, e mesmo assim já deu pra notar o quanto era bom.
Quem conhece a Si sabe a energia que ela emana. Nem é preciso conhecer muito, é só chegar perto pra sentir. Gente do bem é assim!
Coincidentemente as idéias dela se encaixavam perfeitamente em um projeto meu e a empolgação foi imensa, como se tudo estivesse predestinado a acontecer.
E aconteceu….
E tudo teve que dar certo em pouquíssimo tempo.
Sinceramente, com a correria muita coisa errada poderia ter acontecido mas de repente as melhores pessoas surgiram, as crianças mais lindas, os pais perfeitos, a super ajuda na produção… foi tudo tão bom que ainda estou meio boba.
A idealização do projeto é da Si mas a liberdade foi tanta que ela fez com que todos os envolvidos se sentissem livres e assim a criação aconteceu.
Foram 6 fotógrafos convidados, todos maravilhosos, cada um com seu estilo que dá pra notar nas fotos. Além de ótimos fotógrafos, pessoas especiais.
Isso só foi possível porque a Si foi o instrumento de união dessas pessoas.
Em um meio onde as pessoas competem tanto foi delicioso poder conversar com fotógrafos que admiro, ver seus trabalhos e estar entre eles. E os que não conhecia agora conheço um pouco e espero ver novamente.
Achei lindo ela dizer que só casou as pessoas, era pra acontecer assim, do jeitinho que foi.
Admiro quem não tem o ego inflado (e poderia ter sim, com motivo pra isso) e sabe se doar sem pensar imediatamente na contrapartida.
Gente que ouve e ao falar só melhora o que já existe com críticas construtivas.
A Si soma. Acho que é bem isso… ela não impõe nada, só lapida, melhora, dá aquele brilho que faltava.
Ontem se me perguntassem como foi a exposição eu diria que a palavra era aprendizado mas hoje essa palavra se somou a tantas outras. Doação, dedicação, amor…
Ver as mães e os modelos curtindo aquele momento, se vendo ali, se imitando na pose da foto pra reviver … foi muito gostoso.
Todos em harmonia, conversando, sentando juntos, rindo, trocando experiências.
Cresci tanto em um dia!
Só posso dizer que dá um orgulho imenso fazer parte disso.

Agora preciso falar das pessoas sem as quais nada seria tão perfeito.
Obrigada Dani, mãe da Bru, por me ajudar a entender os sonhos dessa menina linda que quer ser bailarina e que trouxe um mundo cheio de fantasia.
A Gi que foi nossa DJ e a Cynthia, que pulou e dançou atrás de mim brincando com nossa modelo.
A Roberta e ao Daniel , pais do Gabs por nos proporcionar momentos de pura alegria com esse garotinho que ilumina o mundo.

Muito, muito, muito obrigada a Si Martins por ter levado tudo de forma tão graciosa gerando esse resultado incrível.
A Sandra Zanardi que participou da nossa bagunça, comprou a idéia, acreditou e sorriu conosco.

E ao Fá, Fábio, F.Barella… meu Toddynho, o companheiro de todas as aventuras, a pessoa que sempre me ajuda a fazer acontecer.

*sobre meus modelinhos falarei depois com calma porque acho que vocês merecem conhecê-los. Os dois foram um show, esbanjando alegria e determinação.

Aqui o link para o programa Circuito Fechado que mostra a Avant-Premiere da exposição Um olhar Sobre as Diferenças.

E aqui algumas fotos do evento feitas pela Carol Guerra Fadiga, que nos acompanhou o tempo todo.

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Uma princesa em seu castelo

A Bia ia fazer 5 aninhos e fomos convidados a participar desse sonho de Festa.
E o tema? Vamos ver se adivinham… foi o tema do ano entre as meninas.
“Let it go” lhe diz algo?
Foi uma festa cheia de magia em um lugar lindo, um verdadeiro castelo.
Nele a Bia se arrumou para seu grande dia, colocou a roupa mais linda, desfilou e dançou entre seus amigos.
Como uma princesa moderna a Bia brincou, pulou, correu, e correu… e correu. Ela se encantou com a Elsa e nos encantou com seu jeitinho doce.
O que mais gosto na Bia é justamente isso, a forma como ela trata os amiguinhos.
Na primeira festa lembro dela abraçando muito a prima.
Nesta ela dançou com o priminho pequenino, esbanjou gentileza.
Com as fotos da Bia meu desejo por um futuro assim:  feliz e gentil.

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Irmãs sim, gêmeas não

Esperei que a Luiza e a Livia viessem aqui durante muito tempo.
Elas são filhas da Carol e do Rafael, nossos super parceiros, proprietários do Abracadabra, em Vinhedo.
Quem faz a festa no Abracadabra já conhece essas duas peças raras e deve ter se divertido muito com eles porque além de profissionais eles acabam se tornando amigos.
Sempre fotografamos os clientes do buffet mas a família mesmo nunca tinha tempo de vir.
E depois de anos esperando vi que a espera valeu à pena.
A Carol viu a loucura que é o estúdio e as meninas… o que falar dessas duas?
Eu só não queria que tivesse sido tão rápido, na verdade, não queria que fossem embora.
A Luiza chegou toda tímida e foi uma super modelo! Era só clicar e ela fazia as poses, parecia fazer isso todos os dias, linda demais! O pai que se prepare porque vai dar um trabalhoooo… rs
A Livinha já chegou toda moleca com aquelas molinhas lindas no cabelo. E pula, e brinca, e faz a bailarina maluca… ai, que vontade de apertar!!!!!!!
A sessão voouuuu e foi tão gostosa que eu ficaria horas fotografando as meninas.
E a parte mais engraçada foi no final.
A sessão toda correu super bem uma vendo a outra ser fotografada, só diversão.
Isso até a hora que as duas seriam fotografadas juntas com a mesma roupa. Aí a sessão acabou! As garotas são cheias de atitude e completamente diferentes. As últimas fotos foram feitas rapidamente, elas não estavam confortáveis.
Foi trocar de roupa e tudo voltou ao normal. Luiza linda e delicada, Lívia saltitando escada abaixo.
Irmãs sim, mas com personalidade! São únicas!
Também, com esses pais… não dava pra esperar outra coisa.
Já estou com saudade!

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Rafael Rios da Silva - 8 de setembro de 2015 - 13:20

Grande Kaká! Obrigado pela carinho e o cuidado de sempre. As fotos ficaram sensacionais, adorei todas. Valeu mesmo!

Alcione Badejo Carvalho - 9 de setembro de 2015 - 2:05

Aí Rafael, até que você sabe fazer filhas, hein! rsrsrsr Lindinhas! Belas fotos! A menor tem uma carinha de sapeca mesmo!

Camilinha – 1 mês

Pense em uma família de comercial de margarina… 

Pensou? Agora pode apagar isso da sua mente. Vai, apaga, passa a borracha, deixa o quadro branquinho (ou, se for mais velho, como eu, no quadro verdinho que chamavam de negro).
Agora desenhe aí uma família real. Mas tem que ser uma família linda, eim.
Vou dar mais dicas pra ir desenhando.
Essa família tem um pai que ama o filho de um jeito que os dois parecem irmãos.
Tem uma mãe linda e moleca, super companheira.
Eles gostam de aventuras e vivem junto o sonho do filhote que mesmo com a pouca idade já sabe o que quer.
Mas… assim, sem pressão, com muito apoio.
Está imaginando?
E pra completar essa família gostosa de se conviver chegou a Camilinha. Toda linda, cabeluda que só ela, com bochechinhas rosadas, olhar e sorriso de deixar qualquer um babando encantado com seu jeitinho.
Esse acompanhamento tem sido um presente. A cada mesversário tenho uma surpresa deliciosa. Um sorriso, uma piscadinha… tudo é novidade.
Poder ver uma criança e uma família crescendo diariamente é maravilhoso e cheio de surpresas boas.
Aos poucos Camilinha irá descobrindo a vida, evoluindo, aprendendo… e nos ensinando

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Sobre a dor e a delícia de ser quem se é

Hoje eu tinha que escrever porque escrevo como uma forma de desabafo mas também pra expor o que penso, os motivos pelos quais penso assim.
Acordei cantando a música de Caetano  “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é…”.
Acordei assim porque fui dormir pensativa ontem, pensando sobre o que faço, sobre a importância disso na vida das pessoas e em como um só dia na minha vida pode ser recheado das mais diferentes emoções.
Ontem fui do melhor lado da minha profissão ao pior em segundos.
Fiz uma sessão linda. Não só a beleza das fotos, mas das pessoas. Aquele tipo de beleza que não se compra.
Fui super bem recebida naquela casa por toda a família.
Nada de comercial de margarina não, uma família real, maravilhosa, com o filho adolescente brincalhão e mega carinhoso, com um pai show que tem um brilho lindo nos olhos ao falar do filho com aquele orgulho que só os bons pais tem e a mãe, bom… essa é difícil descrever, precisariam ver pra entender. Pra fechar isso uma bebê linda que começou a sorrir agora e quando sorri faz acreditarmos no mundo.
Saí desse lar no fim da tarde com um pôr do sol maravilhoso se apresentando em um espetáculo no céu.
…. e neste momento imaginem passarinhos, árco-íris, unicórnios…. sim, assim eu estava me sentindo.
Cheguei em casa, baixei as fotos e amei cada uma delas não por estarem tecnicamente perfeitas mas porque essas fotos me farão lembrar o momento em que essa família abriu a casa pra mim e me deixou participar de seus melhores momentos, isso  é mágico, é o que me faz acordar todos os dias e saber que vale a pena.
Essa é a parte delícia (a música, lembram?)
Mas, infelizmente, tem a parte dor. Ah, a dor… é rara mas tem dias que corrói e que você tenta não se envenenar com ela.
A dor pra mim é ter o trabalho desvalorizado por alguém.
Ontem meu dia maravilhoso não fechou bem, tive uma situação indigesta no fim do dia e tento entendê-la até agora.
O caso: uma possível cliente liga para o estúdio no dia anterior pedindo que eu entrasse em contato. Eu não estava, me passaram o recado. Já havia enviado um orçamento pra ela mais de 2 meses antes e ela já tinha vindo ao estúdio ver meu trabalho, ficou de responder e sumiu.
Entrei em contato via e-mail perguntando em que poderia ajudá-la, ela pediu um novo orçamento para o mesmo evento que já havia pedido e que seria no dia seguinte (entendam… ela poderia ter fechado dois meses  antes mas entrou em contato um dia antes do evento). Ok, eu estava com o domingo livre, poderia fazer.
Ela não respondeu o e-mail rapidamente, achei que tivesse desistido, fui pra minha sessão (a que descrevi acima) e tive um dia lindo. Voltei saltitante pra casa, muito agradecida pelo dia quando, quase meia noite, me chega uma mensagem via whatsup.
A conversa foi mais ou menos assim:
Boa noite Kaká! Podemos fechar a seleção 2 pelo valor da seleção 1? O horário é amanhã as 12h mas pode chegar meia hora antes, o endereço é XXXXX.
Eu li e juro que não entendi. Tenho 4 seleções com álbuns e a 1 e a 2 são bem diferentes em quantidades de fotos e valores… a 1 tem 70 fotos, a 2 tem 110. Já vi pedirem desconto mas assim era um pouco demais…
Respondi: XX, não tenho como fazer 110 fotos pelo valor de 70.
E aí comecei a imaginar o que as pessoas pensam pra fazer uma proposta dessas… pra mim é uma desvalorização absurda do meu trabalho.
Fui dormir atordoada mas encerrei assim o assunto, dizendo que não poderia fazer por menos do que me propus.
Neste caso a pessoa não queria meu trabalho, ela queria um fotógrafo barato e pensou : Ah, Fulana está sem trabalho nesse dia então ela fará da forma que quero.
Mas no meio do caminho ela me encontrou…
Acordei com mensagem dela dizendo que fecharia a seleção 1, isso 6:30 da manhã. E aí me veio a grande questão (vejam o diabinho e o anjinho na minha cabeça). Dinheiro ou dignidade?
Respondi educadamente, encerrei a conversa e neguei o trabalho. É claro que preciso muito trabalhar mas ainda tenho ética de trabalhar para quem realmente quer meu trabalho.
Como resultado uma criança linda ficou sem fotógrafo pra sua festa, ela não terá a lembrança, que certamente merece, deste momento

Na minha cabeça durante a noite ficaram rolando mil questões e diálogos imaginários. Algo do tipo:

Moça, me desculpe mas está com o contato errado, não sou do Groupon nem do Peixe Urbano, isso aqui não é um clube de descontos.
ou
O Leilão de hoje acabou, senhora, e eu nem participava dele…
ou ainda
A Senhora aceitaria ganhar 30% a menos do seu salário fazendo o mesmo trabalho?

É claro que não disse nada disso mas nada me impede de pensar com humor nessas opções.
Acho negociar super válido, divido meus valores em até 10 vezes pra quem realmente quer o trabalho mas, por favor, me valorize.
Fotografar é um estilo, é uma forma de ver o mundo.
Cada um sabe o valor do que faz, eu sei o meu valor.
Trago comigo não só uma formação como fotógrafa (sim, eu posso dizer que sou profissional, sou habilitada, formada, com orgulho), muitos workshops, muito estudo de técnicas mas, muito mais que tudo isso, trago meu coração que fica ali, aberto, a cada evento que faço. E o valor aos meus sentimentos só eu posso dar.

Quanto a dor e a delícia, pra minha sorte tenho infinitamente mais delícia e é ela que me faz passar pela dor com muita paciência.

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