Sossô Dorothy

Escrevi um texto imenso pra essa festa, falei sobre os detalhes, sobre o carinho da mãe linda que preparou a festa.

Falei muito sobre a Sossô, essa garotinha linda e inteligente que verão nas fotos.
E tanto escrevi que no final apaguei tudo.
Afinal, a quem tento enganar dizendo que gostei da festa por causa dos detalhes, dos brilhos, do colorido do tema? É tudo mentira, confesso.
Tenho esse álbum aqui no estúdio porque me identifiquei com as pessoas.
Me identifiquei porque me vi ali, naquelas pessoas. Uma família linda e comum. Família cheia de problemas e de soluções.
Uma mãe que é só amor e emoção. Ai, e como essa mãe choraaaaaaa… como ela amaaaaaa. Tudo pra Tathy é extremo.
Ah, e a Sossô. A Sophia é a Tatá pequena.
A Tatá, a minha Tatá, a aborrescente que mora aqui em casa. A criatura que veio de sei lá onde, sei lá por que motivo e invadiu nossa vida como um furacão desses que destróem tudo o que você pensa pra resonstruir de uma forma mais bonita.
Sossô ganhou pra usar na festa uma sapatilha linda, brilhante, o sonho de qualquer menina. E viu que com ela não dava pra chutar bola direito. Não pensou duas vezes, trocou por uma chuteira. E lá ficou ela durante a festa, com roupinha de menina e chuteira… de menina, claro.
Tatá quando pequena fazia capoeira. Eu queria que fizesse ballet. Tentei jazz, pelo menos era dança. Mas Tatá, decidida, só queria capoeira. E assim cresceu, entre uma estrela e um “paranauê”, seja lá o que isso for.
Sophia escolhe o tema de suas festas. Ao invés dos filmes da moda ela prefere os filmes antigos, filmes que assiste grudadinha com a mãe. E antes da festa elas pesquisam tudo a respeito. Juntas, sempre juntas.
Tatá se recusa a gostar de Justin Bieber, ela gosta mesmo é de Caetano. Ah, se pudesse ela casaria com Caetano. A cada dia ela me apresenta novos cantores que passo a gostar. E que se dane se os amigos gostam de outras coisas, ela não precisa ser como os amigos para estar com eles.
Sophia, com tão pouca idade, quer vender brigadeiro na escola pra ir pra Disney. Ela pensou em montar uma “empresa”, quer que seus brigadeiros sejam os mais gostosos e mais lindos, pensa nas embalagens, faz contas pra saber quantos brigadeiros precisará vender para realizar seu sonho.
Na escola ela quer lutar pelos seus direitos, é questionadora, participativa…
Tatá não gosta da escola. Ela está naquela fase chata de estudar para o vestibular. Ela sabe que boa parte daquelas matérias não serão usadas depois e nos questiona sobre isso todo dia. E eu queria poder dizer que concordo com ela, que acho nosso sistema educacional horrível, mas tenho que ficar quieta porque ela está crescendo e precisa passar em um vestibular, é a vida.
Tatá decidiu recentemente que quer ser atriz.
Ah, ela será…
Assim como Sophia, elas serão o que quiserem ser porque por mais que a vida exista aí com os dias passando e as obrigando a crescer elas preservam a capacidade de sonhar.
Esse post é sobre a festa de uma garotinha linda mas, mais do que isso, é um pouco sobre a minha garotinha que está crescendo.
Sophia me faz lembrar, reviver, me faz pensar Tatá. E Tatá me faz pensar em como crescerá Sophia.
Ficha Técnica:
Produção: Estúdio Tata Carvalho em parceria com a Maria Flor
Montagem da Mesa e Ambientação do Espaço: Vivian (Maria Flor)
Lembrancinhas {maletinhas e caixinhas de acrílico}, Personagens em Biscuit, Lenços Personalizados, Tags Comidinhas, Pipocas coloridas nas caixinhas e nos cones de papel rendado, Bastidores bordados, Chapéu personalizado para as crianças, Placa da idade com botões, Lousa e porta giz e os Pingentes das cortinas: Estúdio Tata Carvalho
Bolo, doces e maçãs de chocolate personalizados: Delicinhas Doces
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Valente

Quando a Agnes chegou ao estúdio não foi surpresa quando Luiza, sua mãe, nos disse o tema da festa.
A Agnes é a miniatura da Merida.
Um jeitinho todo sapeca, um cabelão lindo e ruivo desses que toda menina sonha ter.
Ela parece uma boneca! O sorriso está presente o tempo todo. Super carinhosa e brincalhona encantou todos quando veio aqui.
No Estúdio fez caras e bocas e caímos na gargalhada com ela. Impossível não sorrir ao ver as fotos “soltas”, sem poses, do jeitinho que ela é.
E chegou o dia da festa no Abracadabra, buffet super gostoso que é nosso parceiro.
O Abracadabra é o tipo de Buffet que parece a casa da gente. Você chega e logo fica super à vontade. Os donos sempre estão lá pra receber com um abraço e muito carinho e os monitores são muito animados e, principalmente cuidadosos. E eles já eram apaixonados pela Agnes antes de nós (é o segundo ano que ela faz a festa lá) então ao chegar ela já conhecia todo mundo, o que fez a festa ficar ainda mais gostosa.
Nada como trabalhar no “quintal da nossa casa”.
Trabalhar? Eu disse trabalhar???? Estar entre pessoas assim faz com que esqueçamos que estamos trabalhando.
Ahhhh, agora a Agnes tem um irmãozinho, o Eduardo. Na festa ele ainda estava ali dentro da barriga da mamãe mas no próximo ano já estará fazendo mil sapequices com ela na festa.

 

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Feito com Caneta Bic em um Papel de Pão

Se estiver esperando fotos lindas, super profissionais, pode ir para o próximo post ou o anterior.
Agora se quiser ler uma história gostosa, pode continuar, seja bem vindo a um pedacinho da minha vida.
Quando comecei com o Blog tinha o objetivo de mostrar meu trabalho como fotógrafa mas também um pouco de mim porque, no fundo, eu e meu trabalho nos complementamos. Um precisa do outro, outro precisa do um… confuso, né? Coisa de quem trabalha com arte.
Eu, Kaká, Karina, Ká, para alguns (chame-me como quiser, como me conhece), sou, além de profissional, uma pessoa. É, acreditem, eu sou humana, uma pessoinha assim como vocês. E tenho meus momentos, me emociono, acredito que a vida nos traz coisas lindas que precisam ser compartilhadas como o que aconteceu hoje. Então hoje me perdoem, serei humana. Mais uma doida que tira selfie no celular, que tem família e vida (pessoal, não só profissional)
Imaginem um dia normal, desses bem comuns. O ser acorda, toma banho, se arruma e vai trabalhar. No meu caso, home office, nem por isso a rotina é calma. Acordo com uma lista de mil coisas a fazer. E vou riscando cada coisinha da agenda conforme faço
enviar fotos para o lab
tratar sei lá quantas fotos
diagramar álbuns
enviar pro fornecedor
enviar fotos por e-mail
Além de responder os orçamentos, atender o telefone… ufaaaaa
Em um trabalho convencional isso seria das 8 às 6. No meu caso estico até as 7, 8, 9, 10, meia-noite… ou até a hora que o marido diz que vai dormir e quase me arrasta junto.
E aí tem períodos que o ser humano aqui estressa, precisa viver um pouco, sair..
Hoje foi assim, o marido liga e diz: Vamos sair?  Nada complicado, vamos só dar uma saidinha. Normalmente isso significa ir ao shopping comprar um livro, comer algo, conversar… e voltar pra casa. Mas hoje foi diferente, muito diferente.
Marido queria “ruar”. E assim fomos pra rua, rodamos os bairros gostosos de Campinas, passamos por todos os “barzinhos” chiquetosos daqui. Alguns onde já até trabalhamos (pois é, já fizemos de tudo, já tivemos inclusive a fase de tirar fotos de balada, faz tempooooooo…). Lugares lindos mas lotados, nada com a nossa cara. E aí, após passarmos por todos esses lugares lindos marido pára em frente a um bem mais simples, em frente ao Centro de Convivência. Ele nos deixa lá, eu e Tatá (nossa companheirinha adolescente) enquanto estaciona o carro.
O lugar é até gostoso mas tem um pessoal tocando sertanejo, moda de viola, sei lá o que é aquilo… eu, que adoro MPB, confesso, torci o nariz… bem torcidinhooooooooo. E na hora pensei: “com tantos lugares bonitos qual é o motivo de termos parado aqui?”. Mas fiquei quieta. O Cardápio? Pequeno, muito pequeno. Não tinha quase nada. Caipirinha foi minha opção. E uma linguiça Toscana com Gorgonzola… parecia boa. Pra Tatá, que resolveu ser Vegetariana por ter dó dos animais, batata-frita (botecos não gostam muito de vegetarianos, sabe como é…).
Marido chegou e ficamos ali conversando. Eu ainda pensava nos barzinhos lindos pelos quais tínhamos passado, tentava abstrair. E a viola ali presente, firme e forte.. aff.
Relaxei, conversamos, rimos. E já estava tudo ótimo quando ele apareceu. Ele, o motivo de estarmos ali, o motivo de termos escolhido o lugar e o que faria nossa noite ser especial.
O nome dele era Roberto. Chegou perto de nós, mal vestido, magrelo que só… e nos mostrou um desenho. E disse: Esse é Michael Jackson, dá pra ver? Sabe, tá uma droga, né? O papel é de pão… E, acreditem, era o Michael feito de caneta bic e dava pra ver sim. Era feito com riscos mas tinha movimento, o desenho estava perfeito. E esse homem começou a falar sobre desenho. E demos espaço… e ele falou sobre arte. Sobre a arte que estudamos tanto. E ele falou sobre os artistas que conhecemos, e contou histórias. Ele disse que faltava 8 reais e sei lá quantos centavos para completar o que precisava pra pagar a pensão onde estava. Disse que era casado, disse que tinha estudado na Unesp,…
Quando dissemos que Tatá queria fazer Artes na Unicamp ou na Usp ele disse : “Não faz isso não, artista aqui não é valorizado”
Eu olhava pra ela e ela enxugava as lágrimas que queriam rolar.
Ele falava lindamente sobre a história da arte. Sobre o Cubismo… ah, Picasso não inventou o cubismo, ele copiou de Cézzane, o safado, e descobri isso com ele.
Falou sobre vários pintores, sobre a vida, sobre tudo. Ficamos ali, boquiabertos. E Tatá me pedia ao pé do ouvido: “Podemos adotá-lo?”
Neste dia, em um boteco simples, um homem apareceu e nos fez acreditar que pra tudo existe um motivo.
Duvido que isso fosse acontecer em um barzinho chiquetoso. Esse senhor sequer poderia entrar em um lugar maravilhoso, cheio de pessoas “perfeitas”, como os que passamos anteriormente. Ele seria deixado fora desses lugares e nós não teríamos a oportunidade de conhecê-lo.
Compramos o desenho. Mesmo assim ele sentou-se ao nosso lado e continuou contando histórias. Ele só queria ter com quem falar e nós ficamos maravilhados com o que ouvimos. Quanta cultura…
Ele agradeceu, disse seu nome, perguntou o nosso. Deu a mão ao meu marido, beijou a minha e ia beijar a da Tatá quando ela levantou e disse: “Eu quero te dar um abraço”. E ela o abraçou e me deixou mais feliz por saber que estamos participando da criação de uma pessoinha boa, que valoriza o que realmente tem valor.
Ele era quase um mendigo, sujo, mal vestido, unhas encardidas…. e para nós sei que será inesquecível por sua arte, sua cultura.
O desenho já está colado na parede do quarto. Do quarto dela, claro… a adolescente que sonha ser atriz, que pinta as paredes do quarto de forma nada convencional e cola lá seus desenhos.
O do Roberto ganhou destaque na parede. Um desenho feito com caneta Bic em um papel de pão, como diz a música cantada por Zeca Baleiro.
Muito mais do que um desenho ficarão guardadas as lembranças de uma das melhores noites que já tivemos.
E, é claro, preciso agradecer ao marido por não ter me levado no barzinho lindo e ter me feito entender que o principal é conseguir olhar de forma diferente o que está ao nosso lado todos os dias, essa é a grande beleza da vida.
Sim, somos humanos. Somos uma família. Somos loucos e atraímos pessoas maravilhosas pra nossas vidas. Ahhhhh, como isso é bom.
Hoje me sinto mais viva.

michael

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Vanessa Lopes - 8 de agosto de 2014 - 12:37

Ahhhh Kaká. …. tão bom ler uma história como essa logo cedo. …. vc me emocionou mais uma vez…. vc que já me emocionou tantas vezes com o seu trabalho hoje me emocionou com as suas palavras…. um grande beijo e um bom dia.

kkpillat - 8 de agosto de 2014 - 19:19

Ah, Vanessa, ontem a vida me deu uma grande lição, praticamente um presente… e todo dia aprendemos um pouco, é só nos abrirmos pra isso. Beijosss

Mom & Me – sessões especiais para mães e filhos

Olá Mamães!

Que tal incluir na sua programação de férias uma super sessão com a garotada?
Foi pensando nisso que criamos essa sessão especialmente para mães e filhos.
Neste dia, além de cenários feitos para a data teremos uma maquiadora no estúdio para deixar as mães ainda mais lindas!
Imagine fotos de vocês espalhadas pela casa em porta retratos, naquele álbum que você mostra pra todo mundo ou até na bolsa pra matar a saudade quando está fora de casa e mostrar para os amigos com o maior orgulho.
Imaginou?
Agora faça acontecer!

São poucos horários, faremos só um dia de sessões Mom & Me.
Para que todos possam ter fotos temos aquele valor promocional que só fazemos nas sessões especiais.
Então… o que está esperando para ter esse momento gostoso?
É só escrever no contato@kakapillat.com.br e agendar sua sessão ou pedir mais informações.
Aguardamos vocês aqui!

monme copy

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Smash the Cake no clima da Copa

Hoje é dia de jogo e pra comemorar nada melhor do que ver um garotinho que deu um baita Show aqui no Estúdio.
Mas o Show não foi só de Bola não, foi de alegria, de simpatia, de fofura…
Quando a Luciana me disse que o tema do Smash the Cake do Alfredinho seria copa já me animei. Adoro uma festa!!!!!
Comecei a pensar nas cores e na bagunça toda.
E começou a correria…. A roupinha ficou pronta pouco antes dele chegar, foi feita especialmente pra sessão. Tudo foi feito pensando nele!
Até o bolo tinha, além das cores, uma bandeirinha em cima.
E muitas bolas, muitas bexigas (e nós sem fôlego), muita cor e nada estava suficientemente bonito até ele chegar e encher o ambiente com sua simpatia.
Tudo foi feito com carinho pra ser explorado pelo Alfredinho, o A3 da família.
Não entendeu? O Alfredo é o terceiro da família com esse nome. Eu precisava contar pra vocês porque achei tão lindooooo, tão FAMÍLIA… e amo essas histórias de família.
Se ele gostou? Bommmmmm…. ele brincou bastante até se sujar… o bolo ficou quase intacto.

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